domingo, 18 de dezembro de 2011
Zé do Caixão no Topa Tudo por Dinheiro
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
De volta... de novo! - Deranged (1974) censurado!!!
Começando com um protesto contra os canais de assinatura que insistem em passar filmes cortados, algumas vezes de modo que encaixem na grade de programação, outras vezes por CENSURA. Por favor! Se é para censurar, não passem!
O motivo deste protesto foi a mutilação pelo canal MGM HD do ótimo Deranged, uma versão exploitation da carreira do notório Ed Gein, necrófilo norte-americano que originou personagens como Norman Bates de Psicose (Psycho, 1960) e o Buffalo Bill de O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991); além de ter inspirado outras produções das quais destaco O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, 1974). O tarado também foi representado por atores como Steve Railsback (Ed Gein, o Serial Killer/In the Light of the Moon, 2000) e Kane Hodder (Ed Gein: The Butcher of Plainfield, 2007).
Rodado em 1974 por Alan Ormsby e tendo Roberts Blossom como o protagonista Ezra Cobb (que faz a vez de Gein), é uma divertida imersão na mente de um assassino, que perde o sentido ao ter a parte final mutilada. Para quem não viu e quer conhecer essa pequena obra prima, ou assistiu e ficou boiando na versão cortada da MGM, segue abaixo na íntegra a cena censurada:
quinta-feira, 14 de julho de 2011

Retomando aos poucos as atividades do blog, paralisadas desde o final de maio, pensei em fazer alguns comentários sobre uma série de TV que tem atraído minha atenção. Não que Ghost Hunters (atração do canal SyFy) seja algo inusitado em termos de idéia, ou mesmo um diferencial em termos narrativos. Mas por se vincular de tal modo ao nosso imaginário sobre o que esperamos encontrar (ou esperamos que nossos entes queridos encontrem) do outro lado da mítica fronteira que separa os vivos dos mortos. Ainda que não esteja sozinho na linha de programas de teor documental-sobrenatural (como Assombrações, Portas para o Além, etc.), deixa de lado a forma clássica de narrador em voz over e reencenações tão recorrente para investir no formato reality show
Confira o episódio abaixo e até breve, lembrando que as postagens regulares retornam somente em AGOSTO!
Link para o site do TAPS:
terça-feira, 7 de junho de 2011
Em recesso! - Volto logo!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Extrema Unção (2010), de Felipe M. Guerra.

Além disso, mexem com temores ancestrais: o medo da morte e do que está por trás do véu pelo qual invariavelmente todos nós iremos passar. Portanto, não é de estranhar serem as produções que mexem nesse vespeiro as mais terríveis e por isso de maior dificuldade de realização. Afinal, um filme de horror causar aquela sensação de pavor indizível sobre a qual discorreu Lovecraft, vamos concordar, é raro. Por mais eficientes que sejam, a maioria dos filmes de horror falha nesse quesito. O que, para falar a verdade, não seria um grande problema, se muitas dessas produções não se levassem a sério demais.
Armadilha na qual o despretensioso Extrema Unção (2010) que passou recentemente na terceira edição da mostra Cinema de Bordas, no Itaú Cultural (SP), não cai. Realizado por Felipe Guerra, nas trincheiras da produção independente desde meados da década de 1990, consegue dosar com precisão os elementos fundamentais do filme de assombração – inclusive a tensão a eles inerente – com o humor negro característico de sua obra, calcado em certo exagero e elegia ao grotesco que é parte constante de um segmento importante do cinema e dos quadrinhos de horror. Nesse sentido, lembra aqueles filmes em episódios da Amicus, ou as histórias da E. C. que hes serviram de base (Tales from the Crypt, Vault of Horror, etc.), tanto em sua curta duração quanto na pegadinha final.
A nova empreitada do diretor de Patrícia Gennice (1998), Entrei em pânico ao saber o que vocês fizeram na sexta-feira 13 do verão passado (2001) e Canibais e Solidão (2007) é em essência a recorrente história de casa mal assombrada, onde alguém morre com uma dívida e não segue me frente, importunando quem se aventurar em seu local de penitência. Mas se já vimos essa história várias vezes no cinema e na televisão – o assunto assombração é a grande vedete do horror oriental dos últimos anos, assim como em programas como Assombrações (A Haunting) e Ghost Hunters nos canais Discovery e SyFy respectivamente – Felipe M. Guerra dá um tratamento bastante pessoal ao tema. Começando pelo elenco, o diretor (cagão confesso quando criança, segundo depoimento no documentário Sangue Marginal) tem como protagonistas sua avó (Oldina do Monte) como uma velha senhora que morre sem receber a extrema unção, e seu irmão (Rodrigo M. Guerra) como o azarado que aluga a casa onde o espírito está aprisionado. Essa aproximação, que dá um colorido pessoal e regional à produção rodada em Carlos Barbosa (RS), é reforçada pelo cenário, a casa de D. Oldina ornamentada com os soturnos pertences da personagem extremamente religiosa e solitária: imagens de santos, velas, crucifixos, folhinhas e antiguidades que remontam ao seu passado. Solidão que se perpetua após a morte, lembrando a famosa introdução de Shirley Jackson em A Assombração da Casa da Colina de que “o que andasse por lá, andava sozinho”.
Extrema Unção, rodado em mini-DV ao custo de R$ 40,00 relata os três dias que o desafortunado inquilino passa na casa, com os eventos sobrenaturais acontecendo progressivamente, do mesmo modo que vai mudando o estado de espírito do rapaz: da incredulidade ao horror. No que o diretor é feliz, demonstrando nos detalhes sua afinidade com o gênero e seus cânones, resultado provável de uma bagagem formada por horas passadas na frente da televisão e das salas de projeção. Além disso, fica evidente o seu amadurecimento no domínio do meio e das técnicas. Seja nos enquadramentos e composição de cenas, na iluminação que aproveita bem os contrastes e reforça a profundidade de campo dando a sensação de que existe algo sinistro à espreita, escolha da trilha, efeitos sonoros e edição.
Assista Extrema Unção agora:
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Cinema de Bordas - Terceira Edição

Com curadoria de Bernadette Lyra, Gelson Santana e Laura Cánepa, a seleção de filmes foi pautada em três momentos em que a produção foi descentralizada, permitindo a realização dessas obras: nos 1970, com o advento das câmeras VHS; durante os anos 1980, na época de ouro dos fanzines; e atualmente, com a popularização da internet, que permite maior contato entre os produtores e destes com o público interessado.
As exibições, que acontecem de 19 a 24 de abril, são seguidas de bate-papos com alguns realizadores.
Programação em:
http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2841&cd_materia=1540
Assista agora:
Paixão dos Mortos - Coffin Souza:
A Noite dos Chupacabras - Rodrigo Aragão (trailler):
A Estranha - Joel Caetano (teaser):
Roquí, o Boxeador da Amazônia - Renato Dib (tailler):
segunda-feira, 28 de março de 2011
O Feiticeiro (Necromancy/The Witching, 1972)
No início dos anos 1970 vários produtores e diretores pegaram carona no sucesso de O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby / 1968) se aproveitando do momento histórico em que bruxas e demônios estavam na ordem do dia sob os auspícios da tão propalada Era de Aquário.
Podemos afirmar que Satã estava na ordem do dia naqueles idos, tanto como arauto de uma nova ordem onde o homem se libertaria dos grilhões do conservadorismo e da caretice, quanto como deflagrador de atos de violência. A resposta do status quo não tardaria com O Exorcista (The Exorcist/1973). Filme que por sua vez iniciaria uma nova onda, com um caráter cristão mais exacerbado.
Antes de Linda Blair ensinar nas telas um uso pouco ortodoxo para o crucifixo, o diretor Bert I. Gordon, que tem no currículo desde clássicos da ficção científica barata dos anos 1950 como The Amazing Colossal Man (1957) e pérolas da fantasia como A Espada Mágica (The Magic Sword/ 1962), resolveu dar sua contribuição para o horror e faturar uma graninha com a onda do momento. O resultado: Necromancy (1972), uma narrativa de horror gótico que, apesar de ser centrada em elementos claramente inspirados no filme de Polanski, possui interessante premissa.
Conta a história da jovem Lori (Pamela Franklin, de Todas as Noites às Nove / Our Mother’s House /1967 e A Casa da Noite Eterna / The Legend of Hell House / 1973) que após aborto, muda-se para a sinistra cidade de Lilith. Lá conhece o empregador de seu marido Frank (Michael Ontkean), o enigmático Sr. Cato (o grande Orson Welles, 1915 - 1985), um satanista convicto que é dono da cidade e seus habitantes. Aos poucos, Lori vai conhecendo as peculiaridades locais: não existem crianças, os moradores estão proibidos de procriar e a religião oficial é a bruxaria. Logo Frank se alia aos feiticeiros, ficando Lori sozinha em meio às adversidades da comunidade, à qual não se integra.
Acaba descobrindo que não está ali por acaso, mas foi atraída através das forças sobrenaturais desencadeadas por Cato, para com seus poderes sobrenaturais latentes –sobretudo a necromancia que dá título ao filme - trazer o filho do bruxo de volta à vida.
Infelizmente para nós, espectadores, o que promete ser uma narrativa envolvente do old school gótico que permeou o cinema de horror das décadas de 1960 e 70, se perde no andamento truncado e lapsos que deixam muitas questões em aberto: por exemplo, quem é claramente a mulher que aparece nos sonhos de Lori alertando-a para o perigo. Ficam apenas suposições, assim como o final não convincente e alguns acontecimentos repentinos demais.
Talvez a explicação seja que Necromancy teria sofrido vários cortes e ganhado diversas versões (sendo inclusive conhecido como Rosemary’s Disciples). A que me chegou às mãos, em cópia muito ruim, é uma reedição de 1981 (intitulada The Witching) lançada em VHS por aqui pela saudosa Look Vídeo como O Feiticeiro, onde se notam claramente os cortes. Ao que parece, não se tem notícia da tal versão integral. Vale uma busca mais minuciosa na internet.
De qualquer forma, vale a pena assistir. Não só pela atmosfera que o baixo orçamento não prejudicou totalmente, mas pela a recriação meia-boca das cerimônias satânicas (que misturam elementos da Wicca e do Satanismo). Cenas que tiveram consultoria técnica do famoso bruxo e escritor Raymond Buckland, com muita nudez para apimentar – especialmente de Franklin – e algum sexo simulado.

